Histórico

O ecossistema de Tecnologia da Informação e Computação TICs no Recife/Pernambuco, centrado no Porto Digital, composto por representantes dos setores empresarial, acadêmico e governamental, com seus esforços conjuntos, tem conseguido atrair o investimento de empresas nacionais e internacionais, especializando e formando capital humano para seus empreendimentos de sucesso. Estratégias como residência e treinamentos intensivos têm sido adotadas como soluções para a deficiência de capital humano adequado às necessidades das empresas. O Porto Digital, por exemplo, conta com 149 hectares, cerca de 250 organizações, gerando mais de 8.500 empregos, possui duas incubadoras e 8 km de fibra ótica, representando 3,9% do PIB de PE. O cluster de empresas é composto, em sua maioria, por pequenas e médias empresas, porém multinacionais, como IBM, Motorola, Samsung, HP e Microsoft estão também presentes no Porto Digital. A IBM transferiu para a ilha do Recife (Porto Digital) a sua sede regional. A Motorola, HP e a Samsung têm uma parceria com diversas instituições de ensino e pesquisa do estado (incluindo a UFRPE) para desenvolvimento de softwares embarcados para celular. Além disso, a Microsoft está presente no Centro de Pesquisa XML, que funciona desde 2005 no CAIS do Porto, resultado de uma parceria com o Porto Digital, Fisepe, HP, Qualiti, C.E.S.A.R, CIN/UFPE, dentre outros, com o objetivo de desenvolver tecnologia para a plataforma XML. A qualidade do capital humano do Porto Digital pode ser atestado pelas parcerias estabelecidas com multinacionais como a Borland e a Sun, pelo C.E.S.A.R que é o único Centro Mundial de Excelência na Plataforma Java em toda a América Latina, sendo o Recife um dos maiores polos de desenvolvimento em linguagem Java do Brasil, de acordo com a Borland.

Para atender essa demanda por capital humano em TIC, vários cursos de graduação foram implantados no Recife e Região Metropolitana desde a Operação do Porto Digital. Atualmente são cerca de 207 cursos no Nordeste, em contrapartida a 965 e 317 nas Regiões Sudeste e Sul, respectivamente, segundo o Livro "A Trajetória dos Cursos de Graduação da Área de Computação e Informática", publicado pelo INEP. No Recife, são 10 Cursos de Graduação na área de Computação como atividade fim (nas quatro maiores universidades do Recife: UFRPE, UFPE, UPE e UNICAP. Se computadas todas as faculdades, este número cresce para algumas dezenas, além dos cursos de Computação como atividade meio, como as Licenciaturas em Computação). Por outro lado, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), ao longo de seus anos, vem ampliando suas áreas de atuação e incluindo Computação como área estratégica de formação de recursos humanos. Iniciou no ano de 2000 com um curso de formação de professores, chamado Licenciatura em Computação, mas recentemente, em 2009, adotou a Computação como área de atuação, implantando o Bacharelado em Sistemas de Informação nos seus Campi de Serra Talhada (interior de PE) e Dois Irmãos no Recife e o Bacharelado em Ciência da Computação no seu Campus em Garanhuns (interior de PE) e Dois Irmãos no Recife. Desta forma, insere-se no contexto de TICs do cenário local e gera sua própria demanda de capital humano para Programas de Pós-Graduação em Computação e área afins da região.

Atualmente, visando atender a toda a demanda existente tanto a nível acadêmico/científico como mercadológico, os seguintes Programas de Pós-Graduação estão disponíveis em Recife:
- Mestrado Acadêmico em Informática Aplicada na UFRPE (PPIGA/UFRPE)
- Mestrado Acadêmico e Doutorado em Ciência da Computação na UFPE
- Mestrado Acadêmico em Engenharia de Computação na UPE
- Mestrado Profissional em Engenharia de Software no CESAR
- Mestrado Profissional em Ciência da Computação na UFPE

O PPGIA/UFRPE teve sua proposta aceita pela CAPES em 30 de abril de 2011, tendo inicializado suas atividades acadêmicas e científicas em 08 de agosto de 2011, com o seu primeiro processo seletivo. Neste primeiro processo seletivo, foram selecionados 6 candidatos, os quais formaram a primeira turma do curso de mestrado em informática aplicada da UFRPE. No ano de 2012, primeiro semestre, foi aberto o segundo processo seletivo, sendo absorvidos mais 10 candidatos para o curso de mestrado, e no segundo semestre mais um processo seletivo, onde foram absorvidos mais três candidatos, totalizando, no ano de 2012, 13 alunos inicializando o curso de mestrado. No ano de 2013, foram absorvidos mais 10 candidatos. Neste período, a relação média de candidatos por vagas gira em torno de 3,0. Seguindo a tendência de alta na procura pelo cursos, no ano de 2014 foram abertas 15 vagas (um crescimento de 50% na absorção de novos alunos), onde foi verificada uma concorrência de 4,6 candidatos por vaga, demonstrando a crescente demanda da sociedade por cursos de pós-graduação em ciência da computação, além do programa estar inserido em um polo nacional de tecnologia da informação (Cidade de Recife/PE). No ano de 2015, o Programa de Informática Aplicada da UFRPE ofereceu 17 vagas, onde a relação média de candidatos por vagas continuou em torno de 5,0, sendo o PPGIA/UFRPE o segundo curso de mestrado mais concorrido da UFRPE neste ano de 2015. Já no ao de 2016, o PPGIA/UFRPE em franca expansão ofereceu 33 vagas, havendo uma concorrência do processo seletivo de aproximadamente 4,8 candidatos por vaga. Com este histórico, o PPGIA/UFRPE demonstra hoje ser uma opção de grande interesse para os candidatos a pós-graduação em ciência da computação, principalmente de forma regional.

Tais números vêm a corroborar com a tendência de crescimento e expansão que o PPGIA/UFRPE vem apresentando desde a sua criação em agosto de 2011 até os dias atuais, bem como a grande demanda existente em Recife e região por cursos de pós-graduação em ciência da computação como já relatado. O PPGIA/UFRPE também vem apresentando um crescimento no seu quadro de docentes permanentes, onde no início de suas atividades o quadro de docentes foi de 9 (nove) docentes permanentes e 4 (quatro) docentes colaboradores, e hoje (2016) o quadro de docentes permanentes consta de 16 (dezesseis) professores doutores e mais 4 (quatro) docentes colaboradores. A filosofia adotada pelo PPGIA/UFRPE foi de convidar pesquisadores de grande renome e grande produção acadêmica e científica para a formação do quadro de professores colaboradores, com o intuito de receber o conhecimento e a experiência de pesquisadores de primeira linha no início de suas atividades. Hoje, com um corpo de professores mais sólido e maduro, o corpo de colaboradores também funciona como porta de entrada para pesquisadores que se encaixe no perfil de pesquisa do PPGIA/UFRPE. Já o quadro de docentes permanente é composto basicamente por docentes do Departamento de Estatística e Informática da UFRPE com produção científica comprovada e estável.

As primeiras defesas de dissertação ocorreram no segundo semestre de 2013, sendo realizadas até 2016 um total de 26 defesas de dissertações, onde em particular 8 destas ocorreram no ano de 2016.

O PPGIA/UFRPE é um programa de pós-graduação em ciência da computação novo, mas que vem trabalhando exaustivamente na busca de sua constante melhoria. Atualmente é possível enumerar algumas das atividades que estão sendo galgadas pelo PPGIA/UFRPE em busca da excelência:
1-Criação de um Grupo emergente de Pesquisa;
2-Definição de linhas/areas de pesquisa modernas, como pesquisas em computação e informação quântica, computação aplicada à saúde pública, computação paralela e massiva em GP/GPUs, dentre outras;
3-Implementação de membros em nível de Pós-doutoramento. Atualmente, o PPGIA conta com uma cota do programa PNPD/CAPES.;
4-Criação de termo de convênio de pesquisa e desenvolvimento com o Exército Brasileiro, com a elaboração de projeto de pesquisa financiado pelo Exército Brasileiro para a defesa cibernética brasileira;
5-Criação de termos de colaboração, cooperação e convênios com a iniciativa privada, o já consolidado com o SENAI/PE, através do Instituto de Inovação – Tecnologia da Informação;
6-Intensa participação nos editais de bolsas de pós-graduação concedidas anualmente pela FACEPE (Fundação de Ampara a Pesquisa do Estado de Pernambuco – http:www.facepe.br);
7-Geração de esforços para a geração de interações científicas com Programas de excelência, nota CAPES 6 e 7, coma a COPPE/UFRJ por meio de participação de editais de pesquisa;
8-Inserção internacional, com a busca por parceria com pesquisadores conceituados em instituições de outros países, com a Argentina (Universidade de Bahia Blanca), Inglaterra (Universidade de Oxford), Canadá (Universidade de British Columbia/Vancouver).